Sem título, só palavras
Queria ter pulso, coragem e maneiras para contar toda a verdade que me persegue. Estou sempre procurando palavras que se encaixem na minha realidade, nos meus dizeres, mas acaba sempre soando ridículo ou dramático, ou até mesmo irreal. Às vezes acho que tudo que sinto é isso. Irreal. Mas pode ser real demais para o meu entendimento também. A cada dia mato o tempo com pensamentos. Muitos deles são um tanto inúteis, sobre a vida que eu tenho, a que eu teria se agisse de determinada forma e da que eu gostaria que fosse daqui há um tempo. Me perco em imaginações, mas não viajo em terras desconhecidas, sei bem o que pode ou não chegar ao meu alcance. Minha vida é ociosa, é triste, cheia de um vazio sem fim. Perco vinte-e-quatro horas com nada. Eu tenho que mudar isso. Quando tento fazer algo, só me resta no fim um copo de bebida no qual sinto um alívio, mas ao amanhecer só me traz tristezas em dobro. O que é isso afinal que eu denomino como “viver”? Não é muita coisa de fato. Todo mun...