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Mostrando postagens de agosto 2, 2011

um vômito, talvez

Subitamente, ela aprendeu a lidar com a falta de forças que tinha, aprendeu que não se pode cair em qualquer canto desse mundo e dizer: "foda-se, estou chorando". Há muito o que honrar dentro de si, mesmo que se tenha perdido todos os motivos pra isso. Ela foi jogada ao chão e teve que se levantar como um saco vazio. Até hoje persiste o gosto amargo da perda, da solidão... aquele abandono que ela sempre foi acostumada a sentir, mas não admite ter permitido que ele fosse consolado e depois jogado fora. Mas ela continua por si, por quem mais seria? Os "alguéns" dessa vida não a deixariam ir tão longe, já teriam derrubado-a, o ser humano tem prazer em derrubar o outro. Ela cansou de ser peça desse dominó. Vive assim, um dia após o outro, ignorando a ferida, pisando sobre ela e esperando que um dia cure de uma vez por todas. Porque depois das tempestades, ninguém vai esperá-la com um guarda-chuva. Depois de um dia duro, ninguém vai trazê-la um chocolate quente e uma cam...