Ainda bem que eu sou eu.
Auto-decepções à parte, se não nos orgulhássemos de quem somos nem que seja um pouquinho, estaríamos fudidos. É engraçado eu dizer isso, pois sou uma pessoa auto-depreciativa, sem paixão nem apego algum pelo que sou. Mas às vezes me comparo com algumas pessoas que conheço (isso pode soar um pouco modesto mas não é) e percebo... Acho que toda essa falta de amor próprio me torna humilde, logo, passo a me amar por ser assim. Tem pessoas que não se importam com o outro, ou demonstram um orgulho idiota fingindo não se importar porque acham que isso é "moda", é superior, é mais você. Eu posso não demonstrar por timidez ou medo de uma reprovação maior, mas me importo com as pessoas. Talvez esse seja meu pior defeito ou qualidade mais sofrida, mas o fato é que odeio pessoas que não enxergam um palmo à frente do nariz. É tão bonito emprestar um pouco de si pro outro, deixar de ser egocêntrico, seco e maldoso para compartilhar algo com quem você gosta, ou alguém que simplesmente nunca te fez mal. E até quem te fez mal, por que não?!
Eu vejo muita gente ao meu redor que fecha a cara por coisas pequenas, como se o drama de passar vibrações ruins a troco de nada fosse seu gás pra viver. Eu vejo muita gente que se diz que sua qualidade é a amizade sendo filho da puta assim que você vira as costas. Eu vejo muita gente reclamando da falta de amor nessa vida mas só é capaz de espalhar por aí o amor pelo próprio espelho.Amar a si próprio é necessário e é uma virtude, mas amar o próximo é o que te faz se amar mais, no fim das contas.
Talvez, o mal todo que a gente sente de fora seja uma resposta ao que damos ao mundo.
Tenho meus defeitos, meus nojos e estresses por pessoas também, mas sei que isso volta pra mim. Embora o medo de ser renegada pelo mundo seja maior do que tudo nessa vida, eu também sei amar pessoas, desde que elas deixem e queiram amar também. Esse é o grande trunfo da humanidade na minha opinião: a tolerância e o amor. Falta muito, mas não é porque você não recebe, que você não deve fazer sua parte.
Sejamos humildes então, para amar sem medidas a nós e aos outros, reconhecer nossos erros e consertá-los, procurar renovar nosso ser a cada dia.

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