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Mostrando postagens de junho 6, 2010
Elenita postou um texto em seu blog que eu achei muito a ver comigo, então vou colocá-lo aqui :) Atravessou a porta do juízo e ganhou a rua. Fora, a chuva lavou qualquer chance de grito Guardou para si toda a dor; o vazio. Somente o vazio. O vazio traçando rumos infindáveis dentro. Porque era assim. Ao rio os pulsos, as horas. Dissolvidos na água que fugia escura. Porque nunca mais é ser tão triste. Porque fechar a porta amputa tanta ternura. Pensou em voltar e não. Tantas vezes. Até. Mas a vida vai bordando escamas nesse “nãos” E de repente a gente volta a flutuar... Porque nada e tudo se aproximam tanto.