Carta para que eu não desista



by Jonathan Torres
Hipocrisias alheias à parte, falemos da realidade. Não da realidade na sua totalidade, mas especificamente da nossa. Não podemos definitivamente fugir da verdade, pois ela nos perseguirá onde formos, talvez em forma de arrependimento, consciência ou qualquer que seja. Vamos parar de não agir como agíamos no passado, tentemos levar toda e qualquer situação que nos apresente da maneira mais sensata e natural possível. Como dizia Cazuza, “O tempo não para”. E não para mesmo. Experimente não viver, não sorrir ou não sair de casa pra que você perceba que os outros vão continuar respirando mesmo assim, vão continuar com suas vidinhas mesmo que mediocremente, mas vão continuar; com você vivendo no mesmo ritmo que eles ou não. Então viva, não pare, não olhe para trás com arrependimento, pois o que você não pôde ou simplesmente não quis fazer ontem, hoje ou amanha você poderá, basta querer. Não dê um fim nisso aqui porque você teve medo de enfrentar, assustou-se com as divergências do dia-a-dia. Não desista simplesmente porque ultimamente algo não dá certo ou porque você não é correspondido afetivamente ou porque você anda tristonho, não seja tão fútil assim, seja forte, esteja forte; sempre terá um sol em algum lugar do universo para que você se esquente depois de uma noite de chuva. Não faça da sua vida uma perda de tempo, faço algo substancial dela, pois você merece sentir algo de bom novamente. E não pense que mesmo que você supere as tristezas de hoje, o sofrimento acaba; acorde, o sofrimento nunca acabará, mas aprenderemos quase que profissionalmente a lidar com ele. Se precisar chorar, chore. Se precisar gritar, grite. Mas queira viver, pois vale a pena; principalmente quando em algum momento no futuro, olharemos para determinado momento do passado, e pensaremos: Nossa, como eu fui bobo por achar que viver não valeria a pena. 

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O mesmo sangue?

Pieces of me...