Menina cheia de devaneios, em qual mundo você foi parar? Mundo este que está longe de ser fora daqui, pois ele se encontra dentro de ti. E lá você se perde num sonho do qual já deveria ter acordado, mas a realidade nua e crua nunca foi algo que te agradou. De vez em quando, encosta a cabeça no canto e derrama dois pinguinhos de lágrima, depois segura-as até elas voltarem pros olhinhos. "Está proibido demonstrar fraqueza, entendeu?" Pensa ela enquanto percebe que todos querem estar num mundo como o dela, mas não merecem. Aí é quando ela se orgulha de voar, de criar, de recriar, de sonhar profundamente. Porque pra estar onde ela se encontra é preciso muito apreço, calor, lealdade, amor. Ela tem. E quem terá tanto quanto ela? Nem a coitada menina sabe. Por isso chora por dentro, pois o seu mundo interior é grande e solitário para caminhar sozinha e como diria o poeta: "poucos pegam em sua mão sem a intenção de soltá-la". Não se sabe ao certo o que ela realmente quer...
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Cheers
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E no meio dessa festa toda, quero propor um brinde. Por favor, prestem atenção ao que eu vou falar e peguem suas taças. Quero brindar aos casais bem sucedidos, amores de longa data ou simplesmente pessoas que se conheceram há uma semana atrás, mas o momento está sendo bem curtido (que dure!). Quero brindar aos felizes de espírito, aos ricos, por dentro e por fora (por fora principalmente). Bebam pelas futuras mães de família, pelos maridos fiéis a espera deste filho. Bebam pela megasena, pela telesena ou pela raspadinha do supermercado. Um brinde sincero aos que dão sorrisos verdadeiros, a quem encontrou em ninguém mas em si a real felicidade. E quem encontrou a felicidade em alguém, ergo o copo por você também. Um drink para o que é seu e ninguém tira. Para a sua casa em Malibu ou o seu Porsche novo, eu dedico mais uma dose. O novo emprego, o vestibular!! Ah, o vestibular... p...
filosofias de um cigarro
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Eu sigo a queimá-lo até o último trago, às vezes rápido, às vezes lento, sempre a lembrar e refletir as mazelas da vida. Volta e meia ele mesmo me lembra o quanto me faz mal, mas tem nada não, ainda não começou a doer, pelo menos ele me alivia de outras dores. Aqueles nervos a flor da pele parece serem todos eliminados a cada um que se acende, e parece bobagem, mas eu olho pra baixo, o vejo preso entre meus lábios sendo sugado e tão simplesmente ele vai embora... Quem dera minha vida fosse levada assim nessa rapidez de fato. Se bem que se comparar um cigarro a um ser humano faz sentido, afinal, somos sugados e jogados fora, sendo isso bom ou ruim. "Ah, que mundo confuso" penso eu, enquanto a fumaça passeia entre meu rosto, sobe pelos meus cabelos e vai-se com o vento. Quem dera que minhas dúvidas fossem embora com eles... Porém, desejo primeiro que essa ansiedade que habita seja mortal, que dentro de 5 minutos...
sei lá
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Às vezes me pego parada, em frente ao computador, pensando em coisas que leio, em coisas que tenho que fazer, em coisas que não vão dar certo e tenho que me preparar, em coisas que vão dar certo, só não sei quando... E acredite, até em pecados que penso estar pagando, eu penso. Comecei esse post sem tema nem propósito nenhum, nem sei como irá terminar, mas me sobra tempo demais pra me preocupar com isso. E assim como arranjo fim para os meus textinhos pobres, arranjo fim para as coisas que me acontecem e sei que dessa vez não será diferente. Demora, viu? Mas eu ponho fim. Não é aquele ponto final enorme, mas um congelamento necessário. Sei que sou uma quase-mulher, que a vida requer cobranças e etc e tal, mas sou também uma pisciana. O que isso quer dizer? O signo mais sensível, vulnerável, indeciso que existe. É da minha natureza ser assim, mas sempre tentei ir pelo lado oposto da reta, sempre tentei agir antes, resolver antes e sozinha. O universo raramente conspira a favor e este ...
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Eu sou uma migalha de mim mesma. Na verdade, essa aqui não sou eu, entende? É que eu ando me procurando pelas florestas, bosques, lugares obscuros e etc, porque não sou um ser completo, sou pedacinhos insignificantes e não tenho muito o que oferecer, me desculpe. Pelo menos até achar tudo, é o que temos pra hoje. Sou eu atrás de mim mesma. Perseguição feroz e sem sucesso... ainda. Aí fico me perguntando se as migalhas sou eu, ou as migalhas me levarão aonde eu estou, ou onde deveria estar. Caminho longo que cansa, e se você me conhecer bem, saberá que sempre me dá vontade de parar e voltar, sem recomeçar, apenas estagnar. Me dói ver que outros enxergam onde estou mais rápido do que eu.. Ora, eu sou a que mais mereço isso! É de mim que estamos falando, e se você me conhece melhor do que eu, como posso ser segura de estar no caminho certo? Como posso ser segura de SER EU? É triste sentir-se incapaz de se entender, se relacionar, de crescer, principalmente por dentro. É triste ver son...
Primeira postagem do ano, wowww
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E a cerimônia acaba por aí, não estou com inspiração para primeiras-postagens-super-especiais-do-ano. Apenas deixo com vocês uma música muito fofinha, que talvez alguém se encaixe, goste, não goste ou porra nenhuma. Mas eu me identifico, sinto algo muito de mim e sinto uma mensagem boa de alguém que eu vi de perto há um ano atrás e seis meses depois se foi assim, dispersamente, como o olhar que ela tinha quando cantava timidamente... "Eu a vejo atravessar o bar/Com a tristeza a lhe guiar/Desce a bebida mais forte/Que o dinheiro dá pra comprar/Como seguirá em frente, Presa a essa dor?/Mais um gole pra garganta/Pra esquecer o que passou/ Passou, como tudo passa/E algo em tudo o que passa fica/Passou porque tudo passa/Porque tudo se pacifica!/ Vejo lágrimas no olhar/Vejo gente a rodear/Coisa que ninguém explica/Que o mistério faz calar/Tá chovendo dentro dela/Quase que um temporal/Remoendo mil mazelas/De um romance sem igual/Como vai fazer agora/Sem o seu amor?/Vai ter que ter o t...
do ano que passou e etc.
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6 quilos, um celular, um emprego, um amor, uma felicidade, um show inesquecível, uma paz. É esse o meu saldo de perdas (ou ganhos, em alguns casos) em 2011. E olha que o ano ainda nem acabou! Não é tão ruim assim quando se pensa em quem perdeu a vida, a saúde ou algo do tipo. Mas é ruim. Eu vejo fotos de janeiro e as comparo com as de novembro/dezembro... O ar era outro, aliás, o ar É outro. Outra ingenuidade, outras preocupações, outros rumos a tomar. 2011 foi o, senão um dos, piores anos de minha vida e digo isso sem pestanejar. E enquanto escrevo estas palavras a la Chico Xavier (sim, pois estou praticamente escrevendo/psicografando sem nem pensar), lembro também que foi um ano inesquecível em suas particularidades. Me fez crescer, acordar, ver que a vida não é um conto de fadas. Há também vilões e muitos deles estão na minha própria cabeça. Não é uma virada de ano que me fará esquecer, mas acho que há algo um tanto mágico nisso tudo e que deve se lidar: se chama SUPERAÇÃO. E ...