filosofias de um cigarro


        Eu sigo a queimá-lo até o último trago, às vezes rápido, às vezes lento, sempre a lembrar e refletir as mazelas da vida. Volta e meia ele mesmo me lembra o quanto me faz mal, mas tem nada não, ainda não começou a doer, pelo menos ele me alivia de outras dores.
       Aqueles nervos a flor da pele parece serem todos eliminados a cada um que se acende, e parece bobagem, mas eu olho pra baixo, o vejo preso entre meus lábios sendo sugado e tão simplesmente ele vai embora... Quem dera minha vida fosse levada assim nessa rapidez de fato. Se bem que se comparar um cigarro a um ser humano faz sentido, afinal, somos sugados e jogados fora, sendo isso bom ou ruim.
     "Ah, que mundo confuso" penso eu, enquanto a fumaça passeia entre meu rosto, sobe pelos meus cabelos e vai-se com o vento. Quem dera que minhas dúvidas fossem embora com eles... Porém, desejo primeiro que essa ansiedade que habita seja mortal, que dentro de 5 minutos bem tragados ela vá primeiro.

Malditas sensações, bendita maneira que eu achei de exterminá-las, mesmo que seja periodicamente.
I like the way it hurts.

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