Sem título, só palavras
Queria ter pulso, coragem e maneiras para contar toda a verdade que me
persegue. Estou sempre procurando palavras que se encaixem na minha realidade,
nos meus dizeres, mas acaba sempre soando ridículo ou dramático, ou até mesmo
irreal. Às vezes acho que tudo que sinto é isso. Irreal. Mas pode ser real
demais para o meu entendimento também.
A cada dia mato o tempo com pensamentos. Muitos deles são um tanto inúteis,
sobre a vida que eu tenho, a que eu teria se agisse de determinada forma e da
que eu gostaria que fosse daqui há um tempo. Me perco em imaginações, mas não
viajo em terras desconhecidas, sei bem o que pode ou não chegar ao meu alcance.
Minha vida é ociosa, é triste, cheia de um vazio sem fim. Perco
vinte-e-quatro horas com nada. Eu tenho que mudar isso. Quando tento fazer
algo, só me resta no fim um copo de bebida no qual sinto um alívio, mas ao
amanhecer só me traz tristezas em dobro. O que é isso afinal que eu denomino
como “viver”? Não é muita coisa de fato. Todo mundo precisa de razões, precisa
abrir os olhos todos os dias e pensar: “vou levantar e fazer o meu melhor por
que...”. Qual é o meu por quê? Será que eu tenho um por quê? Pois respirar é tão
fácil...
Talvez eu apenas precise de um estímulo, pois sou fraca. Preciso de
alguém(s) ao meu lado, que me queira realmente bem e me diga: “vai e faz, você
precisa... você tem que fazer... você não deve fazer por que...”.
Porque eu cheguei num ponto em que virei menina de novo, eu ando
brincando com fogo, eu ando sem me responsabilizar por nada, nem por mim. Sou
criança, preciso crescer, preciso ser ensinada, preciso aprender a viver. De
novo.
O que falta em você é uma série de coisas. Mas falta em mim também, nenhum ser humano é totalmente completo. Já disse: busque a paz de espírito, busque por algo que você goste. Viva bem!
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