Sobre a morte e suas facetas



De pequenas idéias, vêm inspiração. Eis que estou aqui pra falar de algo que (pasme) penso diariamente mas nunca citei tão aberta e deliberadamente: A morte.
O que é a morte? Definição bastante complexa que não busquei nem buscarei no dicionário, mas que atrai bastante entender (ou pelo menos tentar). É algo no qual nós, maníacos depressivos (risos) pensamos com frequência, mas não pelo fato em si de apenas se matar ou morrer subitamente e sim pelas consequências que virão na nossa pós-vida, seja para nós ou para os que ficaram sem nós. Confesse que você pensa no quanto ou como vão chorar ou se declarar aos prantos para a sua pessoa ao saberem da notícia, hahaha. E disso tudo, eu digo dessa declaração de afeto, vem toda a noção da coisa. É disso que todo mundo quer provar na real, a prova de que é amado, porque cá entre nós, a vida é um drama e sem provas de amor, fica mais dramático ainda. Pois a gente quer calor, quer demonstração de afeto e num mundo psicológico trágico e carente no qual vivemos, isso é escasso. Aí a gente logo pensa se no caso de morrer repentinamente, alguém irá demonstrar o que a gente quer, até aqueles que mal esperamos.
Mas enfim, falando particularmente, há algo bastante intrigante depois da vida, sei que há. Queria realmente entender o que se aprende (ou reaprende) nesse mundo novo, se poderei ver os meus que já foram antes de mim, se há sofrimento até mesmo depois de morta... Será que há? Ou é tudo plenitude divina? Será que enfrentarei o tão famoso e temido "Umbral"? será que TODOS enfrentaram este lugar macabro?
Pensando por esse lado, posso perceber que até mesmo a morte que poderia ser um "descanso", se tornaria um caos completo diante da vida, aí é que duvido em qual lugar eu perderia mais tempo.

Aí tocando nesse assunto, lembrei de alguns devaneios alcóolicos que tive por esses dias...
Depois de muitos copos de vodka, começamos (eu e amigos) a debater questões filosóficas. Eis uma delas: "Qual o sentido da vida?" Meu amigo citou que na sala de aula dele, muitos responderam milhares de coisas, mas a resposta é uma só: SER FELIZ. Aí eu pensei "faz sentido, pois até o ato de se matar é para no fim buscar a felicidade".

É, felicidade esta que talvez ninguém entenda e julgue como covardia para não encarar a vida como tal é cruelmente. Poréeeeeeeeeeem, a gente tem que entender que nem todo mundo tem peito pra certas coisas e não é por não querer, mas simplesmente por não conseguir. Tentar? É o de menos, só o fato de respirar, já é uma tentativa.

Enfim, eu creio que há além da morte, algo bastante desafiador, porém interessante para cada ser humano. Na morte há vida, independente do quão ruim ou bom isso seja. Há toque, diálogo, aceitação, IGUALDADE. Sim, igualdade. Dizem que na hora de morrer, todos somos iguais... Imagine então depois disso?
Deve ser um oasis mal compreendido ou amedrontador, mas a única certeza que temos afinal.

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