Behind the walls, yet.


É bem difícil prometer pra si diversas mudanças de uma vez só, nem sempre a gente consegue cumprir. É como estar levantando o muro de uma casa e de repente a tempestade vir e desmoronar tudo.
Me veio a idéia de fazer uma comparação "brega" porém interessante de como a nossa vida se resume à uma construção. De uma parede por exemplo.

Primeiro, cavamos o alicerce, colocamos pedras por cima e depois colocamos cimento pra sustentar o que virá a ser a viga. Colocamos tijolos, lajotas para de fato levantar essa parede e novamente jogamos mais cimento por cima. Daí, partimos para a parte final onde a parede é rebocada e pintada. Ok, vendo assim, parece simples mas vamos encaixá-la a nós mesmos?
Na vida, nosso alicerce deve ser bem profundo e forte pra nada desmoronar depois, é a nossa partida, nossa vontade real de ir. As pedras colocadas em cima dele só tem o intuito de atrapalhar nosso caminho, portanto, colocamos o cimento por cima que é o que podemos chamar especificamente de "a nossa junção de forças" ou simplesmente um refúgio que nos deixa fortes. Quer exemplos? A família, a bebida, o mar, um alguém e por aí vai... Isso nos ajuda em boa parte a começar a colocar nossos tijolos um por um. Eles são nossos passos. Uns bem encaixados, outros mal colocados e para isso, em cada buraco que possa haver entre nossos tijolos, jogamos mais cimento. São muitos tijolos e até chegar em cima, demora. Não se pode construir uma parede pequena, ela fica frágil e no final você não terá tanto prazer em vê-la feita, vai por mim.
Terminados os passos, precisamos concretizá-los. A essa altura, você pode não ter tanta energia no fim, então busque o seu refúgio, recomponha o seu ser. Deixe o que você construiu com marcas do que te fez chegar lá, reboque com mais e mais cimento. No final e SÓ NO FINAL, pinte e borde. Só não se esqueça de deixar tudo bem bonito e consistente pra que ninguém venha depois e tente destruir.
Atrás dessa parede nós, arquitetos da vida real, penamos debaixo de sol apino, lidando com situações e pessoas que nem sempre sucedem como queremos. Dá vontade de quebrar todas as vigas e tijolos, jogar todos os instrumentos fora e/ou simplesmente deixar a tempestade levar tudo. Perdemos a paciência por aí, o sono pela noite, as lágrimas pelo rosto. Mas quer saber? Não deve haver fraqueza, não há quem faça isso por nós. E só assim ganharemos a nossa paz na vida, a noite bem dormida e o sorriso no rosto.


Obs: 1º Odiei esse texto mas é  o que temos pra hoje;
         2º Não entendo PN de construção, então não me xingue se tiver algo errado;
         3º Singela homenagem aos repetentes de Arquitetura, meus amiguinhos lindos Euris e Thaís s2 RIALTO

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