Rapidamente se muda de pensamento, nota-se de quão alto caiu e aquela angústia de sempre permanece ali, intacta, como se pertencesse ao meu corpo desde que eu nasci. É como se você estivesse calmo, reagindo normalmente à vida lá fora. Mas por dentro... ah, por dentro! O coração fica tão acelerado que de fora você se assusta, uma vontade de parar tudo, sentar num cantinho e chorar. Sei lá, depois de tudo perdido, você ainda fica remoendo, querendo pôr palavras onde faltou, querendo notar importância alheia do que aconteceu e reverter a situação, querendo QUE FOSSE DO SEU JEITO. Porém nem isso eu consigo mais. As lágrimas ficam ali secas no canto do olho, como se precisassem de uma espécie de ajuda pra poder escorrer. Isso é ruim, a gente começa a ficar amargo, desacreditado, nem as emoções consegue mais expor, porque na realidade, com todas as atitudes tomadas e não tomadas, aprende-se que pra qualquer lugar que você escolha ir, só há dor.
O conformismo bate à minha porta, mas eu o mando ir embora, porque não queria que as coisas estivessem como estão. E ele insiste, me chama todos os dias e diz: não é só tentar, você VAI seguir mesmo assim.
Já dizia Cazuza: “se pudesse, guardava tudo numa garrafa e bebia de uma vez.”

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