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Quando eu for...

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...prometa que não vai chorar. Por favor, eu roubei sorrisos teus a vida inteira, não é agora que você vai me decepcionar. Saiba que quando isso acontecer, é porque não teve jeito sabe? Além do mais, no fundo eu quis assim. Grave bem isso: Eu Quis Assim. Não tava aguentando mais, e às vezes os pesos que a gente tira das costas é muito pouco, há um fardo muito maior que eu cansei de carregar. Quando eu for, prometa lembrar de mim sorrindo. Sorrir sempre foi minha maior qualidade, e também meu maior defeito, pois foi de tanto sorrir pra quem não merece que acabei chorando pra valer um dia. E quando eu for, lembre-se só dos momentos bons. É que eu fico orgulhosa de fazer alguém feliz, entende? E se só conseguir lembrar de momentos ruins, me perdoe por favor. Não foi por mal, eu não sou perfeita mas eu te quis bem em algum momento, pode acreditar. Quando eu for, lembre-se também das músicas que eu ouvia. Ah, música foi a minha paixão e sempre vai ser, e lembre-se também que eu quis vi...

resting in peace

E por fim, depois de tanto pensar, cheguei à conclusão de que estou isenta de qualquer culpa. Minha consciência paira sobre a leveza de que não abandonei, não magoei, não joguei fora.  Eu é que fui jogada. Não desperdicei chances de ser feliz. Tentei aproveitar todas elas. Mas não durmo tranquila... Quem é que dorme tranquilo ao saber que sua felicidade foi arrancada? Porém, posso dizer que embora toda angústia e ansiedade tendo habitado meu ser sem pedir licença, eu não me arrependo de nada. Arrependimentos corroem, vão matando aos poucos. Fiz de tudo para não provar disso. Talvez o único arrependimento que eu possa ter é aquele que todos têm: Colocar sentimentos demais. E em minha leve mania de fazer o que me dá vontade, bati de frente com quem não soube amar. E doeu. Dói ate hoje. Porém, não devo desculpas... não que haja vítimas aqui, portanto sejamos maduros, apenas demonstro meu estado de espírito. Estou em paz.
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São coisas que não conseguimos superar. Fico repetindo isso pra mim o tempo inteiro, pois não há justificativa melhor. São traumas. Que explicação melhor se pode dar para coisas que nos intimidam, que nos deixam à beira do fim? É isso, droga! Que merda. Aí você pensa nos motivos... Deus meu, como fui deixar isso acontecer? Eu sou maior que isso... Isso que eu chamo de imaturo, tão despresível... Olha só ao que eu me propus? Por mais que não tenham cordas nesse fim de poço, eu mereço sair. É tudo tão óbvio agora e tão confuso ao mesmo tempo... Eu realmente devo me dar qual tipo de chance? A de tentar isso de outra maneira ou tentar outras maneiras diferentes? Sei lá, é tudo estranho ainda, mas a cada dia uma porta se abre, mesmo que seja mínima. Cabe a mim ter forças pra adentrá-las. E eu tenho tanto pra superar ainda, e espero poder. Muitos traumas, disso se compõe minha alma vagante e solitária nesse mundo. Devo acrescentar que essa alma anda insegura também, aliás, sempre foi, só ...

Why is everybody so serious?

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Nossa, eu tenho um milhão de coisas erradas nas minhas mãos. Às vezes penso que se o mundo fosse do meu jeito, seria mais calmo. Mas quem sou eu pra dominar um mundo? Sou tão pequena, tão ínfima nessa atmosfera de coisas sérias, padronizadas e muitas vezes erradas que um simples desejo meu ecoa dentro de um poço, mas daqueles bem fundos. E aí vem aquela frase cansada que sempre se diz: "temos muito o que aprender"... humilde né? Mas cansa mesmo, afinal, quem não gostaria de nascer sabendo, de evitar erros e frustrações? De tanta fadiga, a gente erra de propósito. Quando dá sorte, é fatal e a gente descansa.
Eu sempre me contentei com o pouco, com o simples. E vejam só vocês que nem isso eu pude ter. Com o passar do tempo, se torna algo frio, irreversivelmente. Quando eu te digo que ainda há tempo, é porque realmente espero. Feito uma menina em noite de natal, à espera do bom velhinho. Mas acredite, quando esse tempo acaba, vou me tornando uma daquelas crianças que descobrem que nada passou de uma ilusão criada por alguém pra nos enganar. Passo a pensar se tudo isso é questão de sorte ou merecimento, impaciencia ou calma demais. Se eu pedisse muito, seria pior, melhor ou do mesmo jeito? Sei lá sabe, só quero que o tempo corra o mais rápido possível e que me leve com ele, pra que eu pare de pensar demais e não chegue a conclusão alguma... Porque a única coisa que sei é que quando um ser humano deseja um pouco, pra outro ser que não merece, aquilo já é demais....
Olha, vou te falar uma coisa: eu sabia sim que seria doloroso, mas não tanto. Isso está se tornando um fardo cada dia mais pesado, onde já não acho maneiras de como carregar. A cada dia invento um jeito novo de dar meus humildes passinhos, fracos até e consigo chegar, mas não muito longe... Às vezes não chego a lugar algum, confesso. Eu preciso ir sozinha e eu sei que ninguém irá me facilitar nada nessa vida, mas não é isso que eu peço. É porque a gente precisa de alicerce também, sabe? E a última coisa que eu vou te falar é que eu procuro o meu e não acho. Música desse finzinho de domingo depressivo: adele - he won't go
5 de fevereiro de 2011. Eu vejo fotos desse dia e noto como o ar que a gente respirava era outro. Se eu viveria tudo de novo? Não sei, sinceramente. Uma inconstância toma conta de mim a ponto de não conseguir responder essa pergunta. Talvez vivesse, mas de uma forma diferente. Engraçado que a gente diz que tudo seria diferente se vivesse de novo, pelo fato de estarmos carregando um peso mais consciente hoje em dia, mas seria do mesmo jeito... destino é assim e pronto. Talvez o meu desejo fosse de que nunca tivesse acontecido. É, acho que é isso. Estaria menos madura agora, porém menos ferida. Mas isso não é uma afirmação, é tudo posto depois de um "se". É tudo colocado no verbo do passado imperfeito. Incompleto. Incompreendido. Talvez seja isso que eu tenha a dizer. Fico aqui com o refrão de uma música que cabe muito em mim... (ou seria eu que caibo nela? rs) We could've had it all ( Nós poderíamos ter tido tudo) Rolling in the deep (Amando incondicionalmente) You ha...