Sobre se perder...
Certa vez, Anne Frank disse em seu diário: “o papel tem mais paciência que as pessoas”.
Verdadeiro e atemporal.
Quis navegar num mar de risos, os quais nenhuma onda forte derrubaria.
Quis adentrar em florestas desconhecidas, as quais nenhum predador atacaria.
Quis atravessar trilhos, os quais nenhum trem atropelaria.
E o limite?
Nem ao céu este chegaria.
É profundo o gosto do prazer, mas crianças não pensam. Por isso, se cortam, se sujam, bagunçam e na escola (da vida e outras mais), prometem parceria eterna àqueles que um dia não lembrarão mais.
Ou seriam àqueles que não iriam lembrar-se das crianças?
Somos eternas crianças.
Eu sou criança.
“Maior Abandonada”
Um dia, ei de crescer.
Um dia eu me afogo, me ataco, me atropelo... Sou o meu próprio perigo.
Um dia... Eu (me) acho.
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